COLÉGIO ESTRUTURAL | Mogi das Cruzes | Escola Particular

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Godzilla (2014)

   Para um filme que tem como título o nome de um monstro gigantesco, espera-se que este apareça como protagonista. Mas não é o que ocorre com a mais nova versão cinematográfica deste ícone da cultura nipônica. Digo isso porque o mega-ultra lagarto (afinal são uns 50 metros de altura) aparece depois de ter transcorrido 60% do filme.
   No filme Joe Brody (Bryan Cranston) criou o filho sozinho após a morte da esposa Sandra (Juliette Binoche) em um acidente na usina nuclear em que ambos trabalhavam nos anos 1990, no Japão, em decorrência de supostos abalos sísmicos. Ele nunca aceitou a catástrofe e quinze anos depois continua remoendo o acontecido, tentando encontrar alguma explicação. Ford Brody (Aaron Taylor-Johnson), agora adulto, tenente no exército, casado com Elle (Elizabeth Olsen) e pai de Sam (Carlson Bolde), o rapaz tem as férias interrompidas pela prisão do pai, Joe no Japão porque insiste em voltar ao local do acidente em busca de respostas para o acidente.
   Entre reencontros e “lavação de roupa suja” entre pai e filho, Ford acaba envolvido em uma trama intrincada que engloba as paranoias de seu pai e a luta desesperada para salvar a população mundial - e em especial sua família – de uma batalha entre kaijus (monstros gigantes): de um lado Godzilla e do outro os Mutos (sigla para Massive Unidentified Terrestrial Organism).
   Godzilla é a personificação do medo das armas nucleares. Criado por uma explosão nuclear, seu imenso tamanho, força, terror e destruição evoca a fúria das bombas atômicas lançadas em Hiroshima e Nagasaki. No decorrer das versões nas telonas, o grande monstro se desenvolveu como um personagem com características ora de um vilão, ora de um herói.
   Nesta nova versão, a origem do Rei dos Monstros é contada no início do filme como um ser pré-histórico que estava adormecido e é acordado pelas pesquisas em energia nuclear. Desta forma torna Godzilla mais como uma força da natureza do que um monstro que chega e destrói prédios em uma cidade.
   O ponto controverso do filme – e me fez torcer o nariz – está no fato de que os monstros não ganham tanto destaque assim, aliás, esta forma de fazer filme de monstros foi feita em Cloverfield. Ou seja, o foco fica quase sempre em Ford, no exército e nas relações e reações das pessoas. É algo que acaba enfraquecendo a narrativa: apesar de não pecar na atuação, o personagem de Taylor-Johson não tem tempo de criar laços com ninguém ao seu redor, e nem mesmo com quem está assistindo. Para falar a verdade, com exceção da história de Joe Brody e das reações de Godzilla e mesmo dos dois Mutos, é difícil se comover com algo no filme.
   No entanto, há aspectos que fazem valer assistir o filme. Durante a trama são criados suspenses pelo diretor Gareth Edwards tais como o cão amarrado que se vê diante de um tsunami, ou a forma como é revelada a relação do acidente da usina nuclear e o surgimento do primeiro muto, os efeitos sonoros (em especial o rugido dos monstros), a trilha sonora e a batalha entre os monstros na última meia hora.
   Creio que o diferencial da história está no fato da crítica a respeito do suposto poder que a humanidade acredita ter sobre a natureza, a qual se revela de forma grotesca e gigantesca, fazendo com que as pessoas pareçam pequenas diante de forças naturais além da sua compreensão. O personagem de Ken Watanabe deixa isso bem claro. Bom filme!

No Limite do Amanhã

Edge of Tomorrow


   Dirigido por Doug Liman, o filme é uma ótima mistura de estilos com referências a clássicos – e ótimos – filmes de viagem e prisões no tempo tais como A Máquina do Tempo (1960 e 2002), Feitiço do Tempo (1993) e a trilogia De Volta Para o Futuro (iniciada em 1985). Além disso, contém uma boa crítica à guerra como em Resgate do Soldado Ryan (1998), Platoon (1986) e Tropas Estelares (1997), este bem mais no mesmo estilo.
   Podem-se perceber também algumas referências à Segunda Guerra Mundial - a invasão da França, o Dia D, o cerco europeu – as quais são as primeiras de uma série de colagens de gêneros e referências que o roteiro faz.
   Por cinco anos, a humanidade esteve em guerra com uma raça alienígena chamada "mimetizadores". Militares da OTAN criaram uma federação chamada United Defense Forces (Forças de Defesa Unidas, ou UDF na sigla em inglês) para combater os aliens, mas isto não os impediu de dominar boa parte da Europa, incluindo a França e a Alemanha. O major William Cage (Tom Cruise), assessor de imprensa e membro da reserva do Exército dos Estados Unidos, é enviado a Londres para se encontrar com o General Brigham (Brendan Gleeson), comandante da UDF. Cage é um tipo de garoto propaganda de exoesqueletos mecânicos chamados "Jackets" que fizeram a UDF conseguir uma vitória relevante em Verdun, na França. Confiantes pela vitória em Verdun, a UDF planeja lançar um grande ataque à Europa controlada pelos mimetizadores, invadindo pelo litoral francês. Com isso, as forças russas e chinesas teriam mais facilidade de invadir a Europa pelo leste, cercando assim os invasores. Brigham ordena então que Cage cubra a guerra na linha de frente, mas o assessor recusa, já que não é um soldado e não tem treinamento. Pressionado por Brigham, Cage tenta até chantageá-lo, mas acaba preso e rebaixado à recruta. Mais tarde, ele desperta no Aeroporto de Heathrow, convertido em uma base aérea militar, e descobre que ele será forçado a lutar na linha de frente da invasão, controlando um dos exoesqueletos.
   O plano, contudo, dá errado. Os mimetizadores anteciparam o ataque e estavam prontos quando a UDF chegou. William consegue matar um dos aliens com uma bomba, mas acaba morto na explosão e envolvido no sangue extraterrestre. Ele então desperta no mesmo local onde acordou em Heathrow. Pouco a pouco, ele percebe que está revivendo o dia que passou e descobre que pode "resetar" o dia cada vez que morre. Em uma das repetições da luta, ele encontra Rita Vrataski (Emily Blunt), também conhecida como "Anjo de Verdun".
   As referências aos filmes de ficção sobre o tempo ficam evidentes no fato de que cada vez que Cage volta a viver o mesmo dia, algo é afetado, em especial sua visão de mundo, pois era um arrogante e covarde almofadinha que se via longe do confronto e acaba por entender o que significa ser responsável por algo, começando pelo fato dele próprio não conseguir manusear bem o exoesqueleto o qual fazia propaganda.
   Mas tem algo que considerei mais especial no filme: a contextualização dos horrores da guerra através da perspectiva do soldado no front, com todas as relações estabelecidas antes e durante o combate, sobretudo, a respeito da importância dada àqueles que estão na linha de frente e como os superiores – que nunca estão nas batalhas – veem esta importância, a não ser pelos cartazes do Anjo de Verdun como uma idealização do soldado perfeito a fim de estimular o recrutamento. Bom Filme!

Transformers: a era da extinção

“Eu sou Optimus Prime, e mando uma mensagem para as estrelas: Michael Bay retorna com sua câmera lenta, suas explosões, orçamento astronômico e sua incapacidade de realizar um filme com menos de 2 horas!” Perdão, vou recomeçar... chega às telonas a mais nova produção da franquia de sucesso baseada nos brinquedos da Hasbro: Tranformers 4 ou A Era da Extinção. Desta vez sem nenhum dos personagens humanos dos três filmes anteriores mas mantendo a trinca de robôs de interesse comercial: Optimus, Bublebee e Megatron.

Quatro anos se passaram desde a grande batalha de Chicago entre Autobots e Decepticons e os gigantescos robôs alienígenas desapareceram. Eles são atualmente caçados pelo governo dos EUA (aqui representado pelo secretário de segurança Harold Attinger, interpretado por Kelsey Grammer) com uma ajudinha de um tipo de mercenário cibertroniano, com a justificativa de que não desejam passar por outra batalha de robôs gigantes. No entanto, há um interesse menos nobre quando surge o grande empresário de tecnologia Joshua Joyce (Stanley Tucci) que se aproveita da onda anti-alienígena para copiar a tecnologia dos transformers. Nesse meio tempo surge Cade Yeager (Mark Wahlberg), um inventor fracassado e endividado, que encontra um caminhão abandonado num cinema falido (como é que é?). Ele jamais poderia imaginar que o veículo é na verdade Optimus Prime, o líder dos Autobots. Muito menos que, ao ajudar a trazê-lo de volta à vida, Cade e sua filha Tessa (Nicola Peltz) entrariam na mira das autoridades americanas.

Ok! Os filmes dos Transformers são oito ou oitenta, ou seja, ou você não gosta e não passa nem na porta do cinema, ou você é fã e vai assistir. O diretor manteve a receita que deu certo anteriormente: alguns personagens humanos que funcionam muito bem como espectadores e vítimas de uma batalha colossal, estabelece-se algumas relações entre fatos e acontecimentos da Terra com uma intervenção dos cibertronianos e muitas sequências de lutas em câmera lenta. Então não há nada de novo? Surge um novo mistério envolvendo os criadores dos Transformers e suas intenções ao criarem os robôs, também há uma divertida brincadeira em mostrar novos robôs que representam caricaturas de clichês de filmes de ação: tem um samurai, um com estilo de roupa que parece que saiu da Matrix e um gordão do tipo soldado aposentado que fuma charuto, é sério!

Um destaque são os Dinobots, bem estilosos e dão um upgrade nos momentos finais do filme (afinal até esta altura já se passaram 2 horas e tantas de filme, ufa!). Outro destaque é o uso da metalinguagem como toque de humor, como quando Cade vai ao cinema falido e o dono do lugar se queixa pelo fato de que hoje em dia não se fazem filmes originais, somente continuações e remakes, neutralizando assim os futuros críticos mais mordazes.

Enfim, tirando algumas, digamos, “viagens” como o fato de um caminhão estar perdido dentro de um cinema e o dono nem saber sobre, ou um piloto de rally da Red Bull estar escondido no meio de um milharal, o filme é empolgante e deixa um gostinho de quero mais principalmente para os adultos que ainda têm uma criança dentro da alma, como este que aqui escreve. Bom Filme!

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